MANIFESTO DA NOVA MAIORIA SILENCIOSA
CARTA ABERTA DE PORTUGUESES A OUTROS PORTUGUESES,
Nós, cidadãos portugueses, abaixo-assinado, acreditamos nas virtudes da Democracia, somos defensores do Estado de Direito e do regular funcionamento das instituições, pagamos com sentido cívico os nossos impostos e estamos FARTOS.
Estamos fartos de…
De um sistema político cujo modelo funcional é hoje anacrónico e que tem contribuído para a perda da qualidade das instituições do Estado e para a sua transformação em inutilidades sociais
De um sistema político determinado, condicionado e preenchido pelos aparelhos partidários que têm contribuído para a degradação paulatina da qualidade dos agentes da política, para o encher de energúmenos e parasitas a administração pública, os institutos públicos e as empresas públicas
De um sistema político que permite que jovens imberbes possam ser juízes
De um sistema político que permite que a Magistratura funcione sob uma lógica corporativa e que esteja politicamente inquinada
De um sistema político que permite a um dos seus órgãos de soberania a possibilidade de sindicalização
De um sistema político assente numa Constituição complexa, confusa, carregada de princípios de natureza ideológica e claramente anacrónica
De um sistema político que originou um sub-sistema fiscal injusto, penalizador da classe média e da grande maioria dos titulares de rendimentos de trabalho
De um sistema eleitoral, assente em que os critérios de representação democrática são meramente demográficos o que contribui para todas as assimetrias
De um sistema eleitoral que cria condições para o monopólio da Democracia por parte dos maiores partidos
De um sistema político que gerou uma lógica económica geradora de desemprego, de desigualdades gritantes
Como estamos FARTOS de isso tudo declaramos, sob palavra de honra (coisa que para nós ainda vale muito), que vamos resistir, que vamos lutar e que estamos apostados em vencer.
Estes cidadãos, e todos os outros que connosco queiram estar, tudo farão para alterar este status quo.
Não faremos greves mas vamos manifestarmo-nos por todas as formas que a nossa imaginação ditar a começar pela forma como exerceremos o nosso direito de voto nas próximas eleições eleitorais: vamos votar em branco. Este voto em branco será uma manifestação de confiança e de esperança no regime democrático e um grito de desprezo pelo sistema e seus agentes.
Portugal, 24 de Novembro de 2010